sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

o que quer dizer (leminski)

O que quer dizer diz.
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro
o que, um dia, se disse,
um dia, vai ser feliz.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.

Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer. A troco? Você passou mais de dez anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.

Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não companha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. — A morte é uma piada.


Martha Medeiros

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Reflexos e reflexões

Acho que se me olhasse no espelho hoje, não saberia dizer quem eu sou. Sei quem já fui, sei o que queria ser. Mas não estou tendo a minima ideia pra onde estou indo. Acho que em alguma parte do caminho eu me perdi. Esses meus 20 anos estão sendo complicados demais. E mais difícil é de que um dia eu tinha certeza de quem eu era... mas estou bem longe de como queria estar.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

In My Life

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

terça-feira, 24 de julho de 2012

MARCAS DO QUE SE FOI

Sonhos que vamos ter.










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segunda-feira, 28 de maio de 2012

MAIO - Reflexão

Certos dias atrás estive pensando o quanto eu mudei desde que cheguei à esta cidade.
Já estou há 1 ano e meio em Pelotas, cursando veterinária. Nem vi o tempo passar!
Mudei muito, só agora eu vejo. Já tinha pensado que toda essa mudança não tinha me acarretado nada demais, mas não é bem assim.
Embora eu esteja um pouco desanimada com a faculdade (não com o curso - pelo menos por enquanto)eu aprendi demais por aqui.
Aprendi sobre vegetarianismo/veganismo, bem estar animal, vivissecção, leis, comportamento dos animais. Vi que só hoje posso dizer que entendo, mesmo que nao muito, de raças de cães. Coisa que nunca me interessei saber (amo cão sem raça definida!), mas isso em minha opinião, faz parte da vida de um veterinário de pequenos. Percebi também que possuo muito mais informações que muitos colegas dessa área pois sempre, desde pequena, fui rodeada por cães e gatos. E isso me deixa feliz.

Percebi também que lutei pra conseguir algo e que eu realmente gosto e não me vejo fazendo outra coisa.
Que muito antes de entrar na faculdade já pretendia ir pra área cirúrgica e que, hoje após alguns estágios, é realmente o que eu quero!

Meus dois únicos medos antes de entrar na faculdade, era de saber se conseguiria lidar com o método de ensino nas faculdades e além disso, meu aproveitamento que é sempre a base de muito esforço. Fico muito feliz que na universidade que estudo, não usa-se animais vivos em ensino ou pesquisa. Mas meu desempenho, por mais que eu dedique meus dias à faculdade, tem me decepcionado. Enfim. Assunto chato.

O que mais tem me impressionado é como consigo me manter longe de casa. Procuro explicações pra isso, mas dificilmente encontro. Acho que por eu ser um pouco individualista e sempre ter procurado fazer as coisas por mim mesma, que consigo lidar bem com isso, afinal algum beneficio tive por não ser mimada (hehe).

Desde que voltei das férias de verão, não voltei pra casa. E nem sei se vou voltar nas férias de inverno.
Que coisa não?
Tenho feito planos de mudar de estado assim que eu puder também (PoA? O que é isso?)
Tá certo que tenho muito apoio por aqui. (:
Tem vezes que bate uma duvida sobre estar aqui, dá vontade de mudar tudo de novo!
É, não consigo ficar muito tempo na mesma.
Mas já estou fazendo meus planos e me esforçando pra isso.
Por enquanto, tenho que me decidir se vale a pena tentar mudar de faculdade.
Por que essa duvida ainda bate?
Vamos ver se a próxima coisa que eu venha a mudar, é a indecisão!

Coisas que fiz/li e vi nesse primeiro semestre:

São Lourenço do Sul - cidade pra viver tranquilamente.


Filme - Temple Grandin


Documentário "Não matarás - Os animais e os homens nos bastidores ciência"


http://www.youtube.com/watch?v=-21F84jvmn4


Palestra "A questão espiritual dos animais" - DR. Irvenia Prada




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ela.

Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Caio F. Abreu

domingo, 22 de janeiro de 2012

Um dia triste.

A primeira coisa que pensei sobre o dia hoje logo cedo: "Hoje o dia vai ser ótimo! Consegui ajudar duas pessoas e nem começou o dia!" Dá até medo de começar a falar. Parei pra pensar nos últimos dias, sobre algumas experiências que eu não tinha passado ainda. A única que consegui pensar foi: A MORTE. Já tinha tomado conhecimento de mortes trágicas do conhecido, do conhecido de um conhecido meu. Mas não de alguém que consigo ter lembranças tão fortes como as que estou tendo agora. Poxa, sério, odeio quando penso em algo e isso acontece. Essa sensação é a pior do mundo. Lembro do meu amigo querido de escola que me acompanhou em tantos momentos. São as coisas boas que consigo lembrar: a pessoa agradável apesar dos eternos sofrimentos, tão querido que nem se pode explicar, para os outros umas pessoa tão alto astral que às vezes fica difícil imaginar a situação em que ele se encontrava pra tomar essa decisão. Certa vez li em um livro de Augusto Cury:
"O suicida na verdade não quer se matar mas quer matar a sua dor."
É triste pensar que ninguém conseguiu ser o suficiente pra fazê-lo mudar de idéia. É triste pensar no quanto essa pessoa sofreu até tomar essa decisão. É triste ver que AGORA, não se pode mais fazer nada. Não gosto de velórios. A única vez que fui em um velório, foi de uma aluno que era especial na escola que eu estudava. Velórios só servem pra você ficar com uma imagem horrível da pessoa. Não serve pra se despedir. A pessoa não está mais ali. Nós temos que nos despedir sempre quando vemos as pessoas, pois nunca sabemos quando vai ser definitivamente a ultima vez. Acho que nessas horas só podemos lembrar dos momentos bons, dos sorrisos e de tudo que foi e não do que poderia ter sido. Cada uma tem suas escolhas nessa vida. A nós, cabe estarmos preparados.
"Um dia você descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. "
Tenho muita fé que seu caminho sempre foi iluminado, Alex pois você sempre fez somente bem aos outros. Infelizmente não conseguimos fazer tanto por você.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quem virou o mundo de cabeça pra baixo? |:

Pois é... e uma vontade de escrever no blog aparece: justo em janeiro. Acho que sinto necessidade de escrever por aqui quando está tudo muito diferente na minha vida, ou mudando. Não quero falar sobre as coisas que passaram nesse último semestre, mas só sei que tenho me sentido totalmente estranha. Está tudo tão diferente... não somente do que as coisas eram antes, mas diferente de qualquer futuro que eu pude imaginar. Quando temos nossos sonhos e imaginamos nosso futuro, às vezes não temos idéia da onde nossa vida pode parar. Algumas vezes parece um sentimento de perda, outras parece uma total confusão. Parece que tenho perdido um pouco a cada dia que passa, de tudo que eu tinha. Não tem sido fácil, estou precisando me reencontrar. É como se essa fase fosse de um amadurecimento doloroso, só falta saber se foi/é necessário. Alguém me salva? |:

sábado, 9 de julho de 2011

Semestre novo, vida nova... vale?

Um semestre de vida nova se passou!
Embora eu tenha uma leve impressão de que o que faltava mesmo ser novo acontecerá de agora em diante. Treinar o desapego e admitir que certas coisas devem mudar é o que mais me vem à cabeça no momento.
Sou outra pessoa.
Esse friozinho na barriga do que está por vir, dos novos planos e novos horizontes, me dá uma leve impressão de felicidade. Sei que deixei um pouco a desejar nesse primeiro semestre que passou, mas muitos planos estão por vir e irei aproveitar mais meu tempo.
Tenho alguns planos de, por exemplo, estagiar no CRAM (Centro de Recuperação de Animais Marinhos) e numa clínica veterinária, além de fazer algumas optativas apesar da carga obrigatória extensa do semestre. Quero aproveitar meu tempo muito bem. Vou enlouquecer, eu sei. Mas como eu gosto de enlouquecer! Dar tudo de mim e ser intensa! Gosto disso gosto de paixão e dedicação. Isso em todas as áreas da minha vida.
Tenho tomado algumas atitudes bem diferentes do que de costume (por algumas vezes quase não me reconheci!), mas ultimamente cansei da passividade. Então vida nova! Sou apaixonada pelo novo, pelo intenso e pelo que me faz bem! Preciso disso o tempo todo.
Tenho pensado também em como lidar com as pessoas, principalmente nos momentos mais difíceis. Ás vezes, até o que eu acho que seja merecido não tinha coragem de fazer. E tão derrepente, percebo como tem sido complicado me relacionar! Provavelmente isso vem de uma importância em excesso. Agora, certas coisas ficam pra depois e sem ter pressa nenhuma em resolver. Praticar o desapego, às vezes faz bem.

E assim, meio sem sem querer, tenho me sentido tão bem esperando menos das pessoas e mais de mim. ♥

sábado, 7 de maio de 2011

Quase um ano...

Quase um ano depois, eu volto a postar!
Estava novamente afim de ressuscitar meu blog (até achei que tinha o deletado), e olha só! Vejo que a minha postagem foi a quase um ano atrás! Acho que devo começar a acreditar que temos várias fases e a minha fase de fazer e criar blogs é maio! XD

Bom, mas para começar vou falar um pouco sobre esse um ano que se passou desde o dia 20 de maio de 2010.
Como quase tudo na minha vida teve reviravoltas.
Pra começar foi um ano que eu tive que me abster de muitas coisas e esse foi realmente um ano bastante difícil, mas claro, me lembro também de bons momentos com meus amigos e muita diversão com eles! Mas o ano foi difícil, principalmente por eu não estar fazendo nada que me trouxesse algo que me apaixonasse e que me fizesse querer mais. Na real, era isso o que estava acontecendo na verdade. EU PRECISO DO NOVO! Me mantive na minha tentando pensar em como fazer algumas com que algumas coisas mudassem.
Sempre faço tantos planos. E é realmente é muito complicado quando eles não acontecem quando deveriam acontecer, ou até mesmo como deveriam acontecer. Sabe, odeio quando as coisas caem na rotina, ficam paradas sem nada acontecer! E nesse ano de 2010 vivi uma rotina, mas que admito, que no fim foi necessária.
Hoje eu já alcançei meu principal objetivo e estou estudando Medicina Veterinária numa faculdade ótima e estou amando o curso. Moro sozinha, pago minhas contas, só estudo e essas são algumas das coisas que eu sempre quis.
Mas parece que ainda falta algo.
Enfim, os planos acontecem: não como eu queria e nem como eu planejava, como sempre.
Mas pelo menos aconteceram!

Por que sempre tenho que querer mais?
Acho que é como se o corpo estivesse aqui, mas o coração tivesse ficado em algum outro lugar...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amigo Secreto

Há pessoas que existem para serem admirados. Pessoas que inspiram outras pessoas pelos seus atos e pelas suas conquistas. E não estou falando de seres imaginários, ou com uma felicidade falsa e muito montada, tanto pela mídia, no caso de artistas de TV, quanto de pessoas que tem uma "vida na Internet" que em grande parte não condiz com a realidade. Estou falando de verdadeiramente ser, realmente fazer, e de ser feliz e não somente falar e de deixar parecer uma vida que não é. Aliás, a Internet tem muito disso.

Eu tenho meus ídolos da vida real. São pessoas que quando eu estou planejando meus sonhos e buscando um modo de torná-los realidade, elas aparecem em minha mente como exemplos de vida. Quando eu penso em talvez desistir, essa pessoa me inspira mais ainda. Não estou falando de amizade, e amizade tem pouco a ver com isso. Estou falando de admirar alguém em que seu modo de vida ou alguma conquista inspira sonhos dentro de alguém. Às vezes essa pessoa nem sabe que eu existo, ou simplesmente nos conhecemos em algum momento da vida. Nenhum contato, nada a mais. Um amigo super secreto. Já surgiram em minha vida em assuntos como família, estudos, profissão e amor.

Mas existem também aquelas pessoas que tu não precisa admirá-las para lhe inspirarem, pois tem uma influência super negativa, e o simples fato de você não querer ser como elas já é a maior das inspirações. E aqui estou falando de modos de vida, de "ser". Neste caso, quando imagino uma futura família minha e também no simples fato de ser o que sou: desejo ter amigos verdadeiros, admirar realmente as pessoas que estão ao meu lado e poder ser sempre o melhor que eu puder. Tem gente que se diz assim, verdadeiro ou aparentando se algo que de fato não é. Costumo evitar esse tipo de gente.

Não sei se sou assim para alguém ou se em algum momento na minha vida aconteceu isso em relação a mim (inveja não vale). Pensando bem, não consigo lembrar nenhum motivo para que isso aconteça. Mas só a sorte de ter modelos de vida tão especiais e significativos perto de mim, para que eu possa segui-los, já é um bom começo e que me deixa super feliz. E quem sabe, depois de um tempo servir inspiração para alguém?

E você? Admira alguém secretamente e essa pessoa lhe impulsiona nos seus sonhos?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Para o bem geral da nação

Digo que fico.
Ressucito um blogspot.